Resenha - O menino no alto da montanha

O menino no alto da montanha, John Boyne
Editora Seguinte, 2016










 Pierrot é um garotinho francês de apenas 9 anos de idade. Ele vive em Paris com sua mãe que também é francesa e com seu pai que é alemão. A época é alguns anos após a Grande Guerra e o pai do garoto foi um dos soldados que foram à batalha. Após ver todas as desgraças ocorridas na guerra, o pai do garoto sofre as consequências e vive transtornado e se afogando na bebida. Depois de uma briga, onde até agrediu a mãe do menino, ele sai de casa e não volta. Dias depois chega a notícia de que ele morreu, atropelado por um trem. A mãe e o garoto passam apertados, mas conseguem viver. Mas devido a uma doença, o garotinho Pierrot, perde também a mãe e acaba órfão. 

 Anshel é de família judia e grande amigo de Pierrot. Ele é surdo mudo e entre eles a conversa é por língua de sinais. A mãe de Anshel acolhe o melhor amigo de seu filho durante um tempo, mas pelo fato do garoto ser filho de alemão, a situação fica estranha, pois eles vivem na iminência da Segunda Guerra. Com isso Pierrot vai parar em um orfanato, onde também permanece pouco tempo pois recebe a carta da irmão de seu, Beatrix lhe pedindo para morar com ela na Alemanha. O menino parte. A tia é a governanta de uma mansão, então o menino precisa seguir regras para jamais incomodar o senhor da casa, que é simplesmente Adolf Hitler. 



"— Também não gosto — disse Papa, baixinho. — Mas, às vezes, é como se uma nuvem escura me cobrisse, e não consigo fazê-la ir embora. É por isso que bebo. Ajuda a esquecer.
— A esquecer o quê?
— A guerra. As coisas que vi. — Ele fechou os olhos e sussurrou. — As coisas que fiz."

 Vocês imaginam uma criança "criada" por Hitler? Pois é basicamente por isso que Pierrot passa. Assim que chega na casa do alto da montanha sua tia lhe avisa que deve começar a ser chamado de Pieter, o senhor não pode jamais saber sobre a amizade que tinha com Anshel e seu nome característico da França também tinha que desaparecer por lá. Pierrot não entende bem o porquê de tudo isso, mas segue os conselhos da tia.


 Com o passar do tempo, a cada vez que Hitler vai à casa ele passa um grande tempo com o garoto e assim acaba por influenciar a cabeça do menino com as suas ideias. Pieter, se guia pelo senhor até porque seu pai como alemão, sempre sofreu muito por haverem perdido a Grande Guerra e por se sentir diminuído pelos outros povos. Pieter cada dia mais vai se parecendo com o nazista e assim de menino doce, ele vai à garoto autoritário e ingrato. 

 O que será que vai acontecer com esse garoto? Ele vai realmente se deixar levar sem questionar os pensamentos de Hitler? Vai lutar durante a Segunda Guerra? 
 Esse livro é de uma narrativa fácil e vemos tudo através do ponto de vista de Pierrot. Eu senti uma mistura de sentimentos ao ler essa história. Simples e emocionante. John Boyne soube criar uma história nova em meio a tantas que estão por aí que tem como pano de fundo a Segunda Guerra. Amamos e odiamos Pierrot e no fim... No fim vai descobrir quem ler, porque eu não irei contar hahaha Enfim, eu lhes recomendo muito esse livro ;)



"Ele se deu conta de que não era mais francês. Tampouco Alemão. Não era nada. Não tinha lar nem família - e não merecia nenhum dos dois."


Beijinhos da Beta

2 comentários

  1. E esse quote no final da resenha? Fiquei de curioso para ler! Livros sobre a Segunda Guerra Mundial são incríveis!

    blogabstraindoideias.blogspot.com.br

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    1. Ah, esse livro me surpreendeu demais. É maravilhoso. Eu também acho os livros sobre essa época, maravilhosos!

      Beijo :)

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