Resenha - O legado da Ruína. Vol. 1 - Lobo e Gelo

O legado da ruína, William Tannure
Editora Chiado, 2017


#SINOPSE:
 Em um mundo entre tantos, o Império de Yxor dominava toda a terra conhecida pelo homem. Seu poderio com exércitos vastos e legiões de magos sempre assegurou o controle sobre os reinos subordinados a ele.

 Sob o comando de Rognam, um herói que surgiu em tempos obscuros e devolveu a esperança aos homens, o Império yxoriano cresceu e se expandiu até que todos os homens se ajoelhassem perante o imperador-deus.

 Um casamento foi celebrado entre ele e a herdeira do maior dos rebeldes, a filha de Sirar, o Leão, regente da nação sulista de DacMeth, com o intuito de unificar aqueles que um dia foram inimigos e de trazer a prosperidade acompanhada de paz.

 Dessa união três crianças nasceram, três príncipes de personalidade e objetivo diferentes. Regnar, o mais velho e herdeiro do trono, luta contra as vontades irrecusáveis de seu pai para tentar seguir seu caminho. Arcaedas, um feiticeiro tamanhamente talentoso, quanto arrogante, assolado por uma enfermidade que o privou do sentido da visão. Syric, o mais novo, um rapaz confuso, com o presente e o futuro envoltos em dúvidas e mistérios.

 Cada um parte em sua jornada pessoal, motivados por ambições e vontades particulares.

 Mas a suposta prosperidade no Império é fraca. Enquanto Yxor julga ter controle sobre os reinos conquistados, seus monarcas indignados pela opressão duradoura tramam silenciosamente a queda do Imperador e da unidade conquistada por ele. E, nas sombras mais densas um ser sinistro de tempos imemoriais espreita, pacientemente, tecendo planos macabros e aguardando seu momento de revelação.



#OPINIÃO:
 Lobo e gelo é o primeiro livro da série O legado da ruína e é ambientada no império de Yxor que a partir do momento em que o imperador Rogman ganhou uma batalha contra o monstro de gelo, tem domínio por toda a Geoplaca Central. O imperador já foi um grande guerreiro e herói, porém com o passar dos anos acabou se tornando amargura e um tirano, tanto com o seu povo quanto com sua família. 

 Junto com a imperatriz, Merlain, constrói uma família com três filhos. Regnar, o mais velho. As expectativas do imperador quanto à seu primogênito são altas, mas não realizadas. O menino é imposto a aprender feitiçaria, mas seus dotes como mago não são bons e assim ele obtém o desprezo do próprio pai. Arcaedas, o filho do meio, também é obrigado a seguir o caminho da magia e apesar da cegueira que lhe assoma desde o nascimento, os dotes desse filho são grandiosos e assim ele supera até mesmo seu irmão mais velho. Como o filho caçula ainda é muito jovem ainda não pôde ser inserido nos treinamentos, não fazendo parte da rivalidade que se acirra entre os outros dois irmãos. 

 O tempo passa e Galdras, o mago de maior poder dentro do império ajuda Regnar a descobrir o seu ponto forte, mostrando assim ao menino que o Império de Yxor é apenas uma pequena parcela de todos os mundos que existem. Com isso, Regnar não se sente mais tão pequeno frente à seu irmão mais novo. Cada vez mais os irmãos não se dão bem. As personalidades de ambos é bem distinta e os poderes que têm também. 

 Os anos passam e o reino de Yxor é ameaçado de muitas maneiras. São mistérios que rodeiam e nem se percebe. 






"- Haverá um dia, meu filho,- continuou Merlain.- que eu não estarei mais aqui, seja pela idade ou por infortúnios da vida, ou seja, pela vontade de Varhod, o deus todo-poderoso do Pináculo Sagrado. Antes que este dia chegue, porém, você deve aprender que a única pessoa que deve acreditar em você é somente você mesmo, e mais ninguém. Prometa para mim que fará isso."

 Preciso comentar que as ficções fantásticas não são uma leitura que eu costuma fazer normalmente. Nem toda leitura desse gênero e afins consegue me prender, mas esse livro conseguiu isso e muito bem. Apesar de Yxor e do imperador Rogman serem ficcionais, eu muitas vezes pensava que isso podia muito bem estar se passando nos dias de hoje, onde a opressão acontece mesmo que de forma sútil. Eu fico pensando em como surgiu tantos personagens e tantos mundos e planos na cabeça desse autor. Eram tantos nomes que ás vezes precisava recorrer ao glossário (que achei genial) no fim do livro. Tive um pouco de dificuldade com os nomes talvez por não ter o costume desse tipo de leitura. O livro apesar de ter muitas páginas transcorre com leveza, pelo menos assim transcorreu comigo. Os mistérios revelados fazem com que o livro não seja de forma alguma monótono. 
   

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 Deixo aqui também meu agradecimento ao autor pela confiança e por todo carinho ;)


Beijinhos da Beta

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