Resenha - O segredo de Emma Corrigan

O segredo de Emma Corrigan, Sophie Kinsella
Editora Record, 2005




#Sinopse: Em O Segredo de Emma Corrigan , Sophie Kinsella segue a receita que fez da série Os delírios de consumo de Becky Bloom sucesso de público - foram mais de 35 mil exemplares vendidos só no Brasil - e crítica. Com humor e muito charme, ela nos apresenta a Emma, uma inglesa perto dos 30 anos, mas longe de uma definição na vida. Na memória ela guarda situações ultraconfidenciais: como perdeu a virgindade enquanto os pais assistiam Ben-Hur na sala de TV, o que pensa sobre o namorado, as peças que prega nos colegas de escritório, seu peso real.



#Opinião: Em o segredo de Emma Corrigan, somos apresentados à Emma (ATA). Emma enfrenta problemas para se fixar em um emprego e isso acarreta em "problemas" em relação a sua família. Quando ela tinha 10 anos, sua prima Kerry por conta de um acidente com os pais foi morar com eles. Kerry tinha 14 anos na época e Emma acreditava poder, agora, ter uma irmã mais velha, que seria, então, sua companheira fiel. As coisas não rolam como Emma acredita e acaba que entre as duas haja apenas competição. Hoje em dia, Emma sofre com piadas feitas pelo marido de sua prima, que se tornou numa empresária bem sucedida. 

 O emprego atual de Emma é de assistente de marketing em uma prestigiada empresa. Mandada em uma reunião importante, Emma acredita que é agora que vai conseguir sua tão sonhada promoção, mas novamente, nada acontece como o planejado. Ela estraga a reunião e arrasada, ainda tem que enfrentar seu grande medo de avião na volta pra casa. 

 Além desse desastre, durante uma forte turbulência no avião, Emma desata a contar os pequenos segredos de sua vida à um estranho da poltrona ao lado. Pelo menos, nunca mais verá o sujeito, não é mesmo?

 Sim, vocês adivinharam. Ela encontra o sujeito e ele é uma figura importantíssima na vida dela. O que acontece depois é uma confusão atrás de outra. Emma precisa agora administrar os seus segredos perante esse homem e além disso, entender os novos sentimentos que surgem com toda esse drama em sua vida. 

 Não irei me aprofundar na trama porque detesto pensar em estragar a leitura de alguém. Emma é engraçada e seus desastres cotidianos faz da personagem mais humana. Lhes digo que essa história é tremendamente boa e que te cativa do início ao fim. A narrativa é fluída e leve e é impossível não nos identificarmos com os dilemas da protagonista. Kinsella soube dar graça e ao mesmo tempo nos mostrar questões mais sérias. Pra quem está procurando uma leitura pra fugir do pesado do mundo, fica aqui essa dica. 



“Por que ela parece sem graça?- Desculpe. É só que... você viu que... – Ela sinaliza sem jeito para a minha frente.- O que é? – pergunto, em um tom agradável. Olho para baixo e congelo, pasma.Não sei como, minha blusa de seda foi se desabotoando enquanto eu andava. Três botões se abriram e ela ficou toda escancarada na frente. Meu sutiã está aparecendo. O sutiã de renda cor-de-rosa. O que ficou meio frouxo depois da lavagem. Era por isso que todo mundo estava sorrindo para mim. Não porque o mundo é um lugar bom, mas porque eu sou a mulher do sutiã cor-de-rosa deformado.”


Por: Roberta Muniz

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